“Dragões de Éter” no Viagem Literária

Nova e poderosa resenha dessa vez no Viagem Literária, comandado pela bibliotecária Fernanda Assis.

Aproveitando que fui escolhido o autor do mês, o site também está sorteando a trilogia completa, onde todas as regras sobre como concorrer podem ser encontradas clicando aqui.

Link original da resenha aqui.

Enjoy.

ps: adorei a “advertencia” do post e as estrelinhas personalizadas.

***

  Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas >> quarta-feira, 1 de setembro de 2010

 



DRACCON, Raphael. Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas. São Paulo: Editora Leya, 2010. 440p. (Dragões de Éter, v.1)


“Foi a época em que caíram fadas. Em que nasceram bruxas. Em que destronaram Reis. Dragões geraram-se do Éter e príncipes se tornaram sapos.”

Para os apaixonados por literatura, uma boa obra é aquela que seduz, que convence e que te faz viajar para um novo mundo. Mais do que o tema, os personagens ou a abordagem proposta, o autor te conquista com sua arte, com sua habilidade e faz uso de diversos recursos para tal. E neste processo, algumas vezes, nasce não um livro, mas um fenômeno literário. Raphael Draccon é um exímio contador de histórias e hoje eu tenho o prazer de narrá-la para vocês, conheçam Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas.

Em outro mundo, em outra época, as fadas protegiam e testavam os humanos com provas que mostravam sua bondade, bravura e honestidade. Mas, muitos humanos se mostraram fracos de caráter e até mesmo as fadas caíram em tentação, surgiu a magia negra, nasceram então as bruxas. E com as bruxas as guerras, e com as guerras os caçadores de bruxas. Nasce uma nova era.

Muito tempo depois Primo Branford é o Rei de Arzallum, o maior Rei de todos os tempos. Primo e sua família são amados por seu povo, idolatrados pelos plebeus; as bruxas se foram e o reino está em paz. Rei Primo, sua rainha Terra e seus dois filhos são a alegria do reino. Sim, os príncipes. Um criado para assumir o reino, liderar os nobres e arrancar suspiros das donzelas. Enquanto o outro amava os plebeus, convivia com eles  e era tão amado pelas donzelas como seu irmão. 

Mas como em todo conto de fadas, coisas estranhas começam a acontecer e talvez o Rei não as perceba, até que seja tarde demais…

Uma menina andava sozinha pela floresta indo para a casa de sua avó, sem saber que aquele seria o dia mais trágico de sua vida. Sem saber que iria assistir de perto, sua querida avó sendo devorada por um lobo e que o episódio lhe renderia um apelido cruel que a perseguiria por muito tempo. Ela era Ariane Narin, aquela que foi salva pelo caçador, mas talvez você a conheça como Chapeuzinho Vermelho.

Saibam que ela odeia o apelido e seria perseguida eternamente por aquela tragédia se não fosse a ajuda de quem hoje é seu melhor amigo, João Hanson. Ele logo ficou com pena da menina, pois sabia muito bem o que era sobreviver a uma tragédia. Um dia voltando da cidade, ele e sua irmã foram enfeitiçados e ficaram muito tempo presos na casa de uma bruxa comedora de gente, comendo barro e cacos de vidro como se fossem chocolate. Mesmo depois de cozinharem a megera em um caldeirão, João e Maria nunca esqueceriam o pior momento de suas vidas.

O Rei podia ignorar pequenos incidentes isolados, acreditando que aquilo era obra do acaso e não fruto de magia negra. Mas, ele não pode ignorar um ataque maciço a sua amada cidade. Sangue e morte chegariam a Arzallum, pelas mãos de um pirata sanguinolento, hoje o maior pirata que já existiu. Jamil Coração-de-Crocodilo herdou a maldade em seu sangue, o herdeiro do capitão Gancho conquistou a duras penas o seu posto e tinha tudo planejado para o grande ataque.

Dizem que é em meio às grandes tragédias que surgem os grandes heróis, assim dizem os contos de fadas. Um príncipe será testado por uma fada, um romance irá surgir, uma plebéia pode ser tornar uma bruxa e dois adolescentes inteligentes poderão ajudar a salvar o reino. Não acredite tanto nos contos de fadas, aqui você encontra a verdadeira história.

“E, mais alto do que Maria Hanson jamais poderia ver, o rastro de uma estrela cadente escarlate voou por suas cabeças, abençoando aquele momento. Blake, a primeira estrela romântica, aumentou seu brilho. Fadas sorriram. E um beijo aconteceu.”

A sensação ao ler este livro é que você está “ouvindo” a historia, que nos é contada por um narrador muito crítico e bastante parcial. Durante a leitura você irá encontrar velhos personagens conhecidos, referências históricas, musicais e um toque de modernidade em uma história medieval. O narrador contesta diversos fatos e fica tudo muito divertido. O que diabos, por exemplo, aquela menina fazia sozinha no meio da floresta? Que tipo de pais deixaria uma criança de 9 anos fazer isso?

Os personagens são muito bem construídos e todos muito bem explorados durante a história, de Ariane Narin, passando pela realeza até um marujo novato; todos são tão importantes no decorrer da trama que é difícil definir aqui algum personagem secundário. Me encantei por Ariane, João e caí de amores pelo príncipe Axel. 

Adorei também encontrar de repente no meio do livro um personagem conhecido de tantas outras historias, apareceu um pirata malvado e eu lá pensando “aposto que vai ser o capitão gancho” e não se preocupem, que todos são perfeitamente incorporados a trama. 

E a narrativa do autor é um caso de amor a parte, na página 26 eu já estava completamente apaixonada (pelo livro ^^) e não consegui mais parar de ler, os capítulos terminam com determinada frase que você pensa, vou ler só mais um pouquinho e dava aquela espiada de rabo de olho lá no final da página seguinte. Então o Viagem Literária Adverte: “Raphael Draccon causa dependência, insônia e dor nas vistas”

Eu tentei da melhor forma descrever o universo mágico criado pelo autor, mas não sei se foi suficiente. Me apaixono pelos livros, pelo universo mágico, pelas histórias que me encantam e me emocionam, mas poucos livros me surpreenderam tanto quanto Dragões de Éter. Indispensável na estante, um conto de fadas moderno, inteligente e divertido e ao mesmo tempo uma história épica, emocionante e repleta de ação. 

Bom, resenha ficou gigante, mas tenho que dizer que Raphael Draccon ganhou mais uma fã de carteirinha e olha que só li ainda o primeiro da trilogia. Estou sofrendo esperando os outros chegarem (sorte dele que eu ainda não tinha lido o livro na Bienal senão tinha rolado um momento muito mais tiete rsrs. Mas garanti meu livro 1 autografado e a foto). E por falar em Bienal SP, a Editora Leya não só fez um trabalho fantástico na edição e na capa dos livros, mas também arrasou no lançamento na Bienal.

Ah, tem só mais uma coisinha, juro! Raphael Draccon é o autor nacional de setembro do Viagem Literária. Então durante o mês teremos ainda resenha dos outros livros, entrevista e promoção!!! \O/

Trilogia Dragões de Éter
  1. Caçadores de Bruxas
  2. Corações de Neve
  3. Círculos de Chuva
Site do autor:  http://www.raphaeldraccon.com
Site da Trilogia: http://www.dragoesdeeter.com

Avaliação (1 a 5):

 

Postado por Nanda às 08:48

“Dragões de Éter” no Livros Em Série

Faz tempo que estava devendo postar a resenha das queridas do Livros Em Série, site literário que já se tornou mais do que referência na nossa web.

A resenha foi assinada pela Lili e pela Patrícia “Patoka”, que, aliás, também dá altas dicas em estilo videolog no LEt’S Talk, e se você é amante de literatura e nunca havia ouvido falar, já não tem mais essa desculpa.

Link original da resenha aqui.

Enjoy.

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Resenha: “Caçadores de Bruxas”, de raphael Draccon

Postado por: Patoka @ Arquivado em: Notícias, Reviews

Livro: Caçadores de Bruxas
Série: Dragões de Éter
Autor (a): Raphael Draccon
Páginas: 256
Editora: Planeta (a reedição está sendo lançada pela Ed. Leya)
Resenha por: Lili

Com diversas referências contemporâneas, que vão de séries como Final Fantasy a contos de fadas sombrios, passando por bandas de rock como Limp Bizkit e Nirvana, o autor constrói, com extrema habilidade, uma narrativa em que romances, guerras, intrigas, fantasias e sonhos juvenis se entrelaçam para construir o final poético desse fantástico quebra-cabeça. Essa obra, que é a estréia do roteirista Raphael Draccon na literatura, combina fantasia, história antiga e aventura na medida certa, de uma maneira revolucionária em relação aos demais livros do gênero.

Um mundo fantástico, belo, complexo e bem construído, repleto de personagens que você acha que conhece. Isso mesmo, você só acha que conhece, porque depois que você entrar em contato com eles em Nova Ether, a sua referência aos clássicos infantis sofrerá uma revolução. Não toque neste livro se você quiser continuar lembrando-se de Chapeuzinho Vermelho apenas como a menininha que foi levar doces para a vovozinha.

A visão graciosa, realista e completamente criativa de contos de fadas é apresentada nas páginas de Caçadores de Bruxas, em que os protagonistas das histórias da sua infância são amigos e vivem na mesma terra. Genial na mesma medida que é compreensível e revigorante. Cada ser que habita o enredo tem sua personalidade marcada e juntos desencadeiam uma história impossível de largar e prazerosa de se ouvir.

Você leu certo: ouvir. O narrador conta a história e, em certos momentos, você tem certeza de que ele está sentado na sua frente conversando, gesticulando e explicando cada detalhe deste mundo encantado. O contato próximo entre autor e leitor transforma a narrativa em um deleite a parte.

Vale destacar que não é somente de contos de fadas que vive este reino, mas de incontáveis referências à música, à História (aquela com H maiúsculo) e à literatura mundial, divertidas de se encontrar, que surpreendem a cada página virada. Quando você se dá conta, lá está Raphael Draccon novamente, mudando os seus antigos parâmetros sobre esse ou aquele assunto.

Seria injusto com o leitor detalhar melhor o enredo. Draccon é um contador de histórias infinitas vezes melhor do que eu. E é por isso que é um dos jovens escritores brasileiros de maior sucesso da atualidade, que viu seu livro de estreia esgotado, vendendo como os grandes. O êxito é merecido, o autor e seu mundo possuem todos os atributos para tornarem-se um clássico.

“Dragões de Éter” no Ediverdade

Resenha recebida pelo twitter, escrita dessa vez pelo Jon, do blog Ediverdade.

Link original aqui.

Enjoy.

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Dragões de Éter – Caçadores de Bruxas- Raphael Draccon

DRAGÕES DE ÉTER – CAÇADORES DE BRUXAS

Dragões de Éter – Caçadores de Bruxas é o romance de estreia do escritor brasileiro Raphael Draccon. Sim, para mim esse é o primeiro ponto positivo do livro. Mas não é o único: em resumo, considero o estilo narrativo que ele adotou para esse livro brilhante. A aventura se passa no mundo de Nova Ether, onde são narradas por um contador de histórias –que conversa com o leitor o tempo todo, frequentemente dando opiniões, fazendo mistério sobre os acontecimentos futuros ou interrompendo a narração para explicar alguma coisa– as histórias paralelas de sete personagens diferentes, cujas vida se cruzam em um ou mais pontos do livro. O que achei mais fascinante foi a originalidade da história: ela é baseada em releituras de histórias infantis, como Chapeuzinho Vermelho, Joãozinho e Maria, Peter Pan e os Sete Anões. Além disso, o livro possui centenas de referências da cultura pop e geek no decorrer da história: bandas de rock, games como Final Fantasy, frases de Che Guevara e Shakespare. Toda essa “colcha de retalhos” ganha uma coesão incrível na visão de Draccon. Confesso que achei o inicio do livro um pouco maçante, pois são cerca de 100 paginas onde narrador apresenta os personagens e cria as bases da aventura. Passada essa parte, a história ganha mais fluidez . Talvez por essa longa preparação, as revelações e explicações de partes da trama que começam a ocorrer a partir do meio do livro, sejam mais dramáticas. Dragões de Éter – Caçadores de Bruxas, teve recentemente uma reedição, dessa vez pela Leya –a editora original é a Planeta– que deve chegar às livrarias em breve. A saga continua em pelo menos mais dois livros: Coração de Neve e Circulo de Chuva, que será lançado na Bienal. Aguardem a resenha de ambos aqui no blog.

Capa da nova edição

Abraços,

Jon

Resenha de “Dragões de Éter – Corações de Neve” no Sobre Livros

Resenha no SobreLivros dessa vez envolvendo “Dragões de Éter – Corações de Neve”. A resenhista Laila Ribeiro já havia anteriormente resenhado “Caçadores de Bruxas” aqui.

Pela nova resenha, acho que, felizmente, ela continua a aprovar a serie.

Link original aqui.

Enjoy.

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Resenha: Corações de Neve – Raphael Draccon

sexta-feira, julho 23, 2010 21:00

Postado na Categoria Resenhas
26 Comentários

“Mas quem seria capaz de morrer, ou viver, por uma pergunta e uma resposta? A resposta: depende da pergunta. Mas depende muito mais da própria resposta.”

Olá Leitores do Sobre Livros! É envolta a emoções tão fortes e asfixiantes que me sento para escrever essa resenha do livro que, hoje, reconheço como o meu livro predileto. Como diria meus queridos amigos das noites produtivas #FATÃO!

Há algum tempo, resenhei o primeiro volume da série Dragões de Éter, o Caçadores de Bruxas. Naquele tempo, me deliciei com uma história envolvente em que me orgulhava saber que quem havia escrito era brasileiro. E o próprio autor, esbanjando seu ar misterioso me advertiu: você vai gostar mais do segundo volume, Corações de Neve.

Lembro-me que duvidei veementemente. A história, narrativa e personagens já haviam me conquistado. Mas não é que o Senhor Raphael Draccon me pegou mesmo! Acabo de ler o Corações de Neve e o primeiro termo que me vem a cabeça é: P*** QUE P****!

Ok, perdoem-me. Sei que vocês devem estar assustados, afinal vocês sabem que não faço uso desse tipo de verbete. Mas acredito ser totalmente compreensível a utilização de palavras extremadas quando nenhum termo poderá descrever fielmente as emoções presentes…

Acredito que agora que consegui transmitir uns … 30% do encantamento que esta maravilhosa obra me seduziu, posso começar a apresentar algo palpável.

Corações de Neve é o segundo volume da série Dragões de Éter, escrito por Raphael Draccon. O primeiro é Caçadores de Bruxas (em nova edição) e o terceiro, Círculos da Chuva, será lançado na Bienal do Livro em SP.

Draccon nos arrebata com sua narrativa cativante, que nos prende do primeiro parágrafo, a última linha. Faz uma releitura de diversos contos de fadas, transformando-os em uma história totalmente passível de acontecimento. Perdoem-me se a partir de Draccon, passei a esperar por contos de fadas…

Os personagens continuam nos levando a caminhos jamais esperados…

Como não se deixar envolver pela encantadora Maria, que contrariando todos os níveis sociais, leis vigentes e probabilidades estatísticas, consegue arrebatar o coração de um príncipe ansiado pelo maior de todos os reinos? (lembrando que esse mesmo príncipe vive adentrando nos meus sonhos… Suspiro pelo Axel…).

Como não se emocionar vivendo um incrível torneio de pugilismo, o vigoroso Punho de Ferro, onde esse mesmo príncipe, Axel, poderá ser o grande herói de seu reino, ou iniciar a Primeira Guerra Mundial de Nova Ether?

Como não abarcar a evolução do menino para o homem João, que em meio a tanta turbulência e reviravoltas em sua vida percebe-se como agente impulsionador de suas próprias mudanças?

Como conter o magnetismo imposto por uma garotinha, antes torturada por lembranças com chapéu manchado de sangue, e que hoje se torna uma confiante consagradora de magia branca?

Como não se deixar seduzir por uma bela causa? Ainda mais apresentada pelo famoso arqueiro de apelido Robin?

E finalmente, como não se deslumbrar com o despontar de um grande Reinado? E digo reinado, por que não é apenas a consagração de um grande Rei, é também de uma poderosíssima Rainha (com R maiúsculo!).

Conhecer a magia eteriana é para quem tem coração forte. Que não tem vergonha de se emocionar e envolver com um excelente livro. A narrativa oferece momentos de profunda reflexão, êxtases de alegria, dores pela perda, corações arrebatados pelo primeiro amor e a quimera da liberdade.

Deixo aqui, não apenas o meu costumeiro boa leitura. Hoje, digo também: deixe-se arrebatar pelo mundo de Nova Ether!

“Aceitar algo que possa recordá-la, Maria Hanson, seria admitir a possibilidade de que eu poderia esquecê-la.”

Mais informações sobre a série “Dragões de Éter” no site:
http://www.sobrelivros.com.br/info-dragoes-de-eter-raphael-draccon/

Posts Relacionados

“Dragões de Éter” na Folha de SP Online

Nesse domingo, dia 04/07, enquanto eu estava em uma palestra com o Eduardo Spohr na RPGCon II, a Folha de SP Online postou uma matéria sobre “Dragões de Éter”, que pode ser conferida abaixo.

Link original aqui. Para ler outras matérias ou resenhas sobre a série, só clicar aqui.

Enjoy.

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04/07/201013h51

Série juvenil faz releitura dos contos de fada

da Livraria da Folha

A maioria dos contos de fadas começa com “era uma vez” e termina com a clássica frase ” e viveram felizes para sempre”. Não exatamente contrariando os clássicos contos de fadas, mas mostrando que até chegar ao final feliz os personagens percorrem uma longa caminhada, o escritor Raphael Draccon cria uma série na qual reúne alguns dos clássicos personagens de histórias infantis que todos conhecem, em uma releitura tanto de suas estórias, quanto de seu destino.

Divulgação

draccon

Na série Raphael Draccon faz uma releitura dos contos de fada

Longe de ser uma série escrita para crianças, Draccon se utiliza dos personagens infantis, mas modifica algumas coisas em suas histórias, o que pode causar certa estranheza inicial. Mas a ideia é manter a mente aberta se deixar pelo roteiro muito bem amarrado que o autor faz com as histórias de todos, relacionando-os em enredos que se cruzam.

“O livro nunca foi infantil, mas juvenil, até pela linguagem, trama, referências e metáforas. E esse dilema não existe exatamente porque os contos são abordados de um ponto de vista muito mais próximo dos violentos contos de fadas em suas versões originais, do que nas versões leves em que ficaram conhecidos”, revela Draccon.

Segundo ele, a graça é mesmo o susto que os leitores levam quando vêem a história normalmente contada com teor infantil, de uma visão violenta ou melancólica. “Sem contar que eu sempre quis saber o que acontecia “depois” que o lobo era morto ou a princesa acordava; a série mexe com isso”, conta Draccon.

O mundo onde todos eles vivem é Nova Ether, uma terra onde além dos conflitos sociais e humanos, os personagens ainda precisam combater a magia negra e onde as bruxas andam à solta.

A série

Divulgação
corações
Coisas estranhas acontecem em um mundo protegido por avatares

O primeiro livro, “Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas”, foi lançado pela editora Planeta e teve sua edição esgotada. Nele Dracon reconta as história de Chapeuzinho Vermelho, João e Maria e apresenta a Família Real Branford.

A sequência, “Dragões de Éter: Corações de Neve”, foi editada pela Leya e mostra justamente o que aconteceu com estes personagens enquanto eles crescem. Chapeuzinho Vermelho, cujo nome aqui é Ariane Narin engata um namoro com João (cujo sobrenome é Hanson). Já Maria Hanson, mesmo sem sangue nobre arrebata o coração do príncipe Axel Branford.

Mas isso é só o início da história. Tem ainda um grande torneio de luta, que não deixa nada a desejar os campeonatos de vale tudo da UFC, no qual o príncipe Axel é grande favorito e ainda uma batalha pela liberdade de Sherwood, travada por um Robin de Locksley quase cinquentão.

Em todos os livros Draccon utiliza arquétipos como metáfora. “A saga na verdade é sobre sete jovens, em diferentes estágios da passagem da adolescência para a vida adulta, e sobre como acontecimentos externos incontroláveis e intensos podem acelerar essa transição”, diz ele.

Ele explica que os contos de fadas lhe deram estes arquétipos, os quais ele aprofundou de acordo com as mensagens e reflexões que a história pedia.

“É sempre tão desafiador pegar um personagem conhecido e apresentá-lo de uma maneira que faça referência ao imaginário popular, mas ao mesmo tempo o apresente de uma maneira nova e seja um personagem original”, diz ele.

E em todos os livros existem espalhadas centenas de referências pops que moldaram o universo pessoal do autor e dos leitores. Ninguém estranhe, portanto reconhecer frases de Shakespeare, do Limp Bizkit; Nirvana; Che Guevara e vários outros ao longo da série.

“São centenas de coisas do tipo e a maioria passa despercebida porque tudo se fecha. E esse desafio que me fascina. Com certeza, é o mesmo fascínio que sentiu Neil Gaiman ao lhe darem o Sandman e a carta branca na DC Comics, ou Tarantino ao se sentar para escrever qualquer script de seu universo próprio”, explica Draccon.

A caminhada dos personagens ainda prossegue em pelo menos mais um livro: Dragões de Éter – Círculos de Chuva, que deve ser lançado em agosto, também pela Leya.

Segundo o autor, haverá um lançamento durante a Bienal de SP, com algumas surpresas que andam sendo preparadas para o evento. É aguardar para ver.

“Dragões de Éter: Corações de Neve”
Autor: Raphael Dracon
Editora: Leya
Páginas: 498
Quanto: R$ 44,90
Onde comprar: 0800-140090 ou na Livraria da Folha

Resenha de “Dragões de Éter” no “Divagações”

Resenha da leitora Bizinha no “Divagações de uma mente fora de órbita”, que, além de ser uma dessas leitoras ávidas, também adora caçar e descobrir livros diferentes e interessantes da literatura produzida aqui.

Link original aqui.

Enjoy.

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“Dragões de Éter – Caçadores de Bruxas” de Raphael Draccon

Essa resenha é de um livro que tenho com muito carinho, primeiramente pela forma como o encontrei, sozinho e perdido no canto de uma prateleira da livraria enquanto eu tentava trocar um livro que ganhei repetido, mas também por nunca ter ouvido falar do livro antes desse dia. É um livro extraordinário e sempre que alguém lê depois da minha indicação me pergunta em seguida “Mas como que ninguém divulga esse livro?”, bem, também não sei… De qualquer forma, “Caçadores de Bruxas” é o primeiro livro de uma série de pelo menos três, “Corações de Neve” já foi publicado e “Círculos de Chuva” que está previsto para agosto de 2010.

.o O o.

Dragões de Éter – Caçadores de Bruxas
Raphael Dracoon
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DRACOON, Raphael. Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas. 1.ed. São Paulo: Editora Planeta. 2007. 420 p.

SOBRE O AUTOR
Raphael Draccon é roteirista profissional e autor de literatura fantástica contemporânea, ficção de horror e romances sobrenaturais. É o autor mais jovem a assinar com os braços nacionais de duas das maiores holdings editoriais do mundo, e roteirista premiado pela American Screenwriter Association.

SOBRE O LIVRO

Nova Éter não é um lugar comum. À primeira vista, pode até parecer que seja, mas a verdade é que apesar de tudo se mostrar tão concreto e palpável, ele pode ser alterado a qualquer momento. Isso se dá porque esse é um lugar que existe apenas enquanto os semideuses (filhos dos deuses) queiram que ele exista, basta que eles esqueçam do mundo por um instante que tudo deixa de existir. Parece complicado? Isso é porque ainda não ouvisse a história de alguns moradores de lá…
O bardo que narra o livro nos leva ao principal reino de Nova Éter, governado pelo Rei dos reis, Primo Brandford. Este reino prospera após uma terrível página de sua história, uma página cheia de bruxas praticantes de magia negra, que foram aniquiladas após a Caça às Bruxas, mas que antes causaram danos terríveis. Apesar do período de calmaria, o povo ainda lembra dos sofrimentos dessa época, e sob o manto de perfeição que cobre o reino, ainda restam as cicatrizes desse passado sombrio.
E acompanhando Ariane, Anísio, Axel, Branca, João, Liriel, Maria, Snail por um mundo de fadas, bruxas, orcs, anões, reis e piratas, o leitor descobre que o que o manto cobria não eram apenas cicatrizes, haviam ainda feridas abertas. Pelas páginas conhecemos melhor os personagens enquanto eles também descobrem a si mesmos. Nenhum dos personagens é linear, todos guardam alguma surpresa páginas a frente; pode-se até ter um preferido, mas dificilmente não se vai gostar de todos eles. Fora a surpresa de se encontrar diversas referências a histórias já consagradas. E para quem acha que é impossível se conseguir uma boa história misturando as partes mais sombrias dos contos de fadas, aviso que o impossível não existe num mundo feito de éter.

FRASES

“Primeiro, o assassino. Certo, se você está acompanhando e entendendo a narração dessa história, considero que está do ponto de vista humano da narrativa, e, por esse prisma, o lobo gigantesco nada mais é que um assassino de senhoras solitárias e indefesas. Mas você não pensaria assim se compreendesse os fatos pelo lado animal da história.” p.19

“É interessante como é penas em momentos como aquele de Maria, quando se está sozinho e em silêncio, que as pessoas podem fazer uma autocrítica sincera sobre as próprias atitudes diante da vida.” p.65

“- Resolvi seguir seu conselho, mesmo porque esse dia me pareceu propício para agir de forma diferente à que tenho costumado agir. Você quer saber realmente por que voltei aqui após ser escorraçado como um cachorro, Liriel Gabbiani?
‘Eu reespondo: resolvi fazer um favor de graça a alguém, ao menos uma vez em minha vida.’” p.394-395

“Dragões de Éter – Caçadores de Bruxas” de Raphael Dracoon

Essa resenha é de um livro que tenho com muito carinho, primeiramente pela forma como o encontrei, sozinho e perdido no canto de uma prateleira da livraria enquanto eu tentava trocar um livro que ganhei repetido, mas também por nunca ter ouvido falar do livro antes desse dia. É um livro extraordinário e sempre que alguém lê depois da minha indicação me pergunta em seguida “Mas como que ninguém divulga esse livro?”, bem, também não sei… De qualquer forma, “Caçadores de Bruxas” é o primeiro livro de uma série de pelo menos três, “Corações de Neve” já foi publicado e “Círculos de Chuva” que está previsto para agosto de 2010.

.o O o.

Dragões de Éter – Caçadores de Bruxas
Raphael Dracoon
DRACOON, Raphael. Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas. 1.ed. São Paulo: Editora Planeta. 2007. 420 p.

SOBRE O AUTOR
Raphael Draccon é roteirista profissional e autor de literatura fantástica contemporânea, ficção de horror e romances sobrenaturais. É o autor mais jovem a assinar com os braços nacionais de duas das maiores holdings editoriais do mundo, e roteirista premiado pela American Screenwriter Association.

SOBRE O LIVRO

Nova Éter não é um lugar comum. À primeira vista, pode até parecer que seja, mas a verdade é que apesar de tudo se mostrar tão concreto e palpável, ele pode ser alterado a qualquer momento. Isso se dá porque esse é um lugar que existe apenas enquanto os semideuses (filhos dos deuses) queiram que ele exista, basta que eles esqueçam do mundo por um instante que tudo deixa de existir. Parece complicado? Isso é porque ainda não ouvisse a história de alguns moradores de lá…
O bardo que narra o livro nos leva ao principal reino de Nova Éter, governado pelo Rei dos reis, Primo Brandford. Este reino prospera após uma terrível página de sua história, uma página cheia de bruxas praticantes de magia negra, que foram aniquiladas após a Caça às Bruxas, mas que antes causaram danos terríveis. Apesar do período de calmaria, o povo ainda lembra dos sofrimentos dessa época, e sob o manto de perfeição que cobre o reino, ainda restam as cicatrizes desse passado sombrio.
E acompanhando Ariane, Anísio, Axel, Branca, João, Liriel, Maria, Snail por um mundo de fadas, bruxas, orcs, anões, reis e piratas, o leitor descobre que o que o manto cobria não eram apenas cicatrizes, haviam ainda feridas abertas. Pelas páginas conhecemos melhor os personagens enquanto eles também descobrem a si mesmos. Nenhum dos personagens é linear, todos guardam alguma surpresa páginas a frente; pode-se até ter um preferido, mas dificilmente não se vai gostar de todos eles. Fora a surpresa de se encontrar diversas referências a histórias já consagradas. E para quem acha que é impossível se conseguir uma boa história misturando as partes mais sombrias dos contos de fadas, aviso que o impossível não existe num mundo feito de éter.

FRASES
“Primeiro, o assassino. Certo, se você está acompanhando e entendendo a narração dessa história, considero que está do ponto de vista humano da narrativa, e, por esse prisma, o lobo gigantesco nada mais é que um assassino de senhoras solitárias e indefesas. Mas você não pensaria assim se compreendesse os fatos pelo lado animal da história.” p.19

“É interessante como é penas em momentos como aquele de Maria, quando se está sozinho e em silêncio, que as pessoas podem fazer uma autocrítica sincera sobre as próprias atitudes diante da vida.” p.65
“- Resolvi seguir seu conselho, mesmo porque esse dia me pareceu propício para agir de forma diferente à que tenho costumado agir. Você quer saber realmente por que voltei aqui após ser escorraçado como um cachorro, Liriel Gabbiani?
‘Eu reespondo: resolvi fazer um favor de graça a alguém, ao menos uma vez em minha vida.’” p.394-395

Resenha de “Dragões de Éter” no “Lugar Distante”

A resenha dessa vez vem do simpático Lugar Distante.

Link original aqui.

Enjoy.

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Dica de Leitura: Dragões de Éter – Caçadores de Bruxas

Essa é uma indicação de leitura que já queria fazer há algum tempo. Vou contar antes que conheci Dragões de Éter pela internet, em minhas pesquisas para as postagens do LugarDistante, no blog do autor Raphael Draccon. Encontrei no início desse ano numa livraria por aqui, um exemplar de DE, da edição da editora Planeta, edição que já é considerada rara. Tive uma epifania na hora. Mas vamos a resenha;

Dragões de Éter é narrado por um bardo, ou o que parece ser, um ótimo contador de histórias; Ele o convida pra se sentar, pois ele tem uma grande história para contar. Narra as aventuras, desventuras, provações, descobertas, de uma gama de personagens principais; Todos jovens, em idade ou espírito, que vivem num mundo de fantasia, Nova Éter. Nesse mundo, há um reino perfeito, com seu Rei perfeito, que prospera após uma era sombria, um período difícil que ficou conhecido como Caça às Bruxas. Uma era que os praticantes de magia negra, as bruxas, foram caçados e destruídos; Após vinte anos, o Rei, que sagrou-se como grande herói responsável pelo período de paz, governa.
Porém, coisas estranhas subitamente começam a acontecer, coisas que remontam do período de Caça às Bruxas. Coisas que as pessoas desejam esquecer. Que ameaçam essa nova paz. Os personagens, cada um da sua maneira, enfrentam suas batalhas, suas provações; Aprendem a fazer escolhas que podem decidir o destino de muitos, assumem responsabilidades. Suas histórias vão se encaixando e se ligando numa trama cheia de mistérios, revelações, e fantasia.
Dragões de Éter é um livro que nos mostra uma nova fantasia, resgates de histórias antigas, fantasiosas, presentes em nossos sonhos e imaginário, da época da infância. Tem muitas referências culturais, que vão desde livros, a bandas de rock, e games. Uma narrativa super bem construída, personagens carismáticos, que se encaminha para um grande final. O livro que é nacional, é um bom exemplo da qualidade da nossa literatura, que não perde em nada para qualquer outra. Um livro que resgata o poder da imaginação, da verdadeira fantasia, presente em cada um de nós.

Aqui o trailer do livro:



O livro já tem uma continuação, volume dois, que é Dragões de Éter – Corações de Neve; e outro volume três, Dragões de Éter – Círculos de Chuva, prometido para Agosto desse ano. Mais detalhes no blog do autor: http://www.raphaeldraccon.com/blog/

Sonhem conosco.

Resenha de “Dragões de Éter” no “Sobre Livros”

Resenha dessa vez vinda do site SobreLivros, um portal com resenhas e promoções que indico como referência.

Link original aqui.

Enjoy.

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Resenha: Caçadores de Bruxas – Raphael Draccon

quinta-feira, maio 27, 2010 17:30

Postado na Categoria Resenhas
21 Comentários

Olá leitores do Sobre Livros! Primeiramente quero me desculpar pelo meu sumiço. Uma série de eventos ocorreram nesses últimos dias que impossibilitaram minha plena dedicação ao site, e digo mais, informo que só não cheguei ao estado de demência por ter sido conduzida, em momentos desesperadores, para o mundo de Nova Ether.

Mas como toda boa narrativa, vamos começar do princípio. A alguns bons dias, Sherlock e eu estávamos decidindo quais seriam os próximos livros em que eu deveria adquirir e conferir. Argumentei advertindo minha curiosidade no livro Dragões de Éter – Caçadores de Bruxas, e Sherlock concordou plenamente. E foi esse aí um grande feito, porque fui apresentada a um mundo divertido, emocionante e repleto de surpresas aos quais eu nunca imaginaria…

O autor. Apresento-lhes um autor da mais alta estirpe: Brasileiro! São por caras assim que tenho orgulho de ser brasileira, acredite! Raphael Draccon é autor de literatura fantástica contemporânea, ficção de horror e romances sobrenaturais, além de roteirista. Nasceu no Rio de Janeiro, e aos 22 anos escreveu este romance que vou resenhar agora.

Dragões de Éter – Caçadores de Bruxas se passa em um reino que só existe graças a um Criador, um semideus. E mais incrível é que, na maioria dos contos, para um deus existir é imperativo ter devotos que tenham fé nesse deus. Mas em Nova Ether isso é inverso. Para essa terra mágica existir o seu Criador deve manter seus pensamentos voltados a ela.

O livro começa narrando uma história muito triste, de uma garotinha que perde sua avó de forma trágica: um lobo faminto devora a avó diante aos olhos da neta. Ela é Ariane Narin, uma garota que fará parte de suas mentes enquanto viajam por esse universo.

Também somos apresentados a dois irmãos, Maria e João Hanson, que, igualmente a pequena Narin não permitirão que viajemos a Nova Ether sem nos deixar uma marca. Os dois foram vítimas de uma terrível bruxa que com a inteligência de Maria e esperteza de João, foi subjugada. Curiosos em conhecê-los? E olha que até o momento falei apenas dos plebeus. Vamos à realeza?

 

O Contador da história também nos apresenta a Família Real Branford. Isso mesmo! Família Real! Somos apresentados ao Rei Primo Branford, o Maior Rei de todos os reinos. Nasceu plebeu, mas galgou o merecido cargo real devido sua belíssima atuação na Caçada das Bruxas. A rainha Terra, não é uma simples rainha, deixe-me acrescentar.

A Rainha-Fada Terra era uma avatar do Criador. Isso quer dizer que ela era uma representação física do seu Criador, mas enquanto exercia suas obrigações como Fada se apaixonou por um grande guerreiro, e o Criador deu a ela a mortalidade para que pudesse viver ao lado de seu amor Primo.

Linda história, certo? Mas acalme-se, tem mais… Temos dois galantes príncipes! Suspiro! O primeiro príncipe e herdeiro da coroa, Anísio Branford é tudo que se espera de um futuro Rei. Desde cedo ele foi preparado para ser o próximo líder daquela nação.

O segundo príncipe, e se posso omitir minha opinião: para esse príncipe meu suspiro é maior… é Axel Branford. Axel (acho que posso chamá-lo assim, afinal ele povoou meus sonhos nesses últimos dias) é extremamente devoto a sua plebe. Sempre freqüenta onde o povo está, e é um excelente pugilista. Assim concluo, Anísio é amado pela nobreza e Axel pela plebe.

E também temos o perfeito vilão! Mas por favor, não se apressem a julgá-lo! Primeiro deixe-me adverti-los que Jamil Coração de Crocodilo é o filho de nada mais, nada menos, que o perverso e mais temido pirata Gancho. Isso mesmo, filho bastardo do Capitão Gancho! Só isso deveria rendê-lo uns 20% de absolvição de seus pecados…

Sem palavras para descrever como essa história me envolveu e cativou. A cada página virada percebemos como o autor amarra as histórias ora apresentadas sem nexo. Contos de fadas as quais, quando criança eu não via sentido, são apresentadas neste livro de forma surpreendente, pois o autor as descreve de maneira factível.

Surpreendente, envolvente e cativante. Três termos que ainda não descrevem com perfeição aquilo que senti por este livro ao virar a última página. Dragões de Éter – Caçadores de Bruxas entrou para meus livros prediletos e já estou sedenta para conhecer o próximo livro da série, Corações de Neve. Boa Leitura!

Mais informações sobre a série “Dragões de Éter” no site:
http://www.sobrelivros.com.br/info-dragoes-de-eter-raphael-draccon/

Resenha Dragões de Éter, por Eduardo Spohr

E o escritor Eduardo Spohr, autor do eletrizante livro cult nerd “A Batalha do Apocalipse”, minha atual leitura, e um dos nerdcasters do Jovem Nerd, fez uma resenha sobre “Dragões de Éter – Corações de Neve” em seu blog Filosofia Nerd.

Segue abaixo a opinião do autor, que, aliás, não apenas é um contador de histórias muito acima da média, como uma pessoa íntegra que merece todo sucesso que anda acumulando.

Link original aqui.

Enjoy.

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Resenha: “Dragões de Éter – Corações de Neve”

Capa de “Dragões de Éter – Corações de Neve”, da editora Leya

Conheci o Raphael Draccon no início do ano, quando fui convidado a gravar o podcast Papo na Estante, conduzido pelos excelentíssimos senhores Thiago Cabello e J.G. Valério (O Nerd Escritor). A conversa fluiu super bem, todos com as mesmas ideias e conceitos sobre métodos de trabalho e ética profissional. Como o Raphael também mora no Rio de Janeiro, marcamos de tomar um café e daí começou a nossa amizade.

Já no primeiro encontro, senti que estava diante de um profissional talentoso e disciplinado, e de uma pessoa honesta e simples. Ele surgiu com essa ideia de trocarmos os nossos livros (“A Batalha do Apocalipse” e “Dragões de Éter”), e acabamos nos tornando fãs um do outro.

Esta semana terminei de ler o segundo volume da sua série literária – “Corações de Neve” –, e estou postando a resenha em primeira mão, aqui no Filosofia Nerd. Quem ainda não leu, atente ao aviso sobre spoilers, no final do texto.

SEM SPOILERS

De cara, o que mais impressiona na obra de Draccon é o talento que ele tem para escrever. Eu, pessoalmente, tive que ralar e treinar muito para desenvolver meu estilo, mas o Raphael parece que nasceu com um dom especial para a coisa. Posso dizer, com toda a sinceridade, que a habilidade com que ele conduz a narrativa é diga de grandes autores brasileiros.

O texto de Raphael Draccon tem algo de poesia – ou, melhor, é pura poesia, aliada à prosa. Nada mais coerente com um cenário habitado por criaturas de contos de fadas do que uma metáfora para as questões humanas mais profundas.

DAQUI PARA BAIXO, SPOILERS

“Dragões de Éter – Corações de Neve” surpreende por sair do lugar comum. Em meio ao hype da literatura povoada por magos e guerreiros, este romance não é apenas uma aventura, é uma releitura das histórias e mitos antigos. Aqui não há grandes combates em feras aladas, cavaleiros de armaduras ou bruxos lançando seus feitiços – na verdade, até há, mas este não é o atrativo do livro. A obra triunfa em suas metáforas, nos seus diálogos cheios de significados e no sentido de nos fazer ver além da forma, enxergando assim a mensagem.

Exemplar autografado

Aos que ainda não leram DdE e se arriscaram a bisbilhotar estas linhas, eu aconselho que encarem o romance sem preconceitos, tendo certeza de que não verão um “Eragon” ou mesmo um “Senhor dos Anéis”. O que pode parecer uma desvantagem para alguns é o diferencial para outros – foi assim que Draccon consegui se destacar em meio à infinidade de histórias fantásticas disponíveis no mercado.

NOVA ETHER E SEUS PERSONAGENS

O cenário por onde caminham os nossos heróis é o reino de Nova Ether, que apresenta-se como um reflexo dos sonhos e da imaginação dos seres humanos do mundo real – exatamente por isso, aqui tudo é possível.

O meu personagem preferido é o príncipe Axel Branford, um herói no sentido mais clássico do termo – e acredito que este também seja o favorito de Draccon, pois o jovem monarca rouba a cena com seu treinamento e combate no torneio de pugilismo Punho de Ferro. Neste ponto, dá para identificar bem as referências aos filmes de Bruce Lee e a identificação com a Jornada do Herói, com a queda e o renascimento de Branford – Axel é quem mais aprende ao longo da história, e nós também aprendemos com ele.

Outra figura que me cativou foi o famosíssimo Robert de Locksley, uma versão etérea de Robin Hood, com seu time de seguidores, tais como John Pequeno e o frei Tuck.

NÚCLEOS

A obra é dividida em núcleos de personagens, semelhantes às estruturas de roteiro de seriados de TV, no melhor estilo “Lost” e “Heroes”. Isso é natural, uma vez que Draccon também é roteirista, e domina muito bem a linguagem cinematográfica.

Dragões de Éter, em detaque na estante

Outro destaque vai para a parte gráfica. A capa e a formatação de “Dragões de Éter – Corações de Neve” são belíssimas. Se você, como eu, gosta de ter um belo livro na estante, não vai se arrepender.

Aguardo ansiosamente o lançamento do próximo livro da série. O volume é precedido por “Caçadores de Bruxas” e será seguido por “Círculos de Chuva”.

Resenha de “Dragões de Éter” no “Livros Que Já Li”

E dessa vez a resenha de “Dragões de Éter – Corações de neve” vem do blog “Livros que já li”.

Escrita de maneira sincera, é um bom local para se buscar dicas de livros e trocar opiniões.

Para acessar o link da crítica, só clicar aqui.

Enjoy.

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